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“Quero captar meu é. E canto aleluia para o ar assim como faz o pássaro.
E meu canto é de ninguém. Mas não há paixão sofrida em dor e amor que não siga uma aleluia. Meu tema é o instante? Meu tema de vida. Procuro estar a par dele, divido-me em milhares de vezes em tantas vezes quanto os instantes que decorrem, fragmentária que sou e precário os momentos – só me comprometo com vida que nasça com o tempo e com ele cresça: só no tempo há espaço para mim.” (…)

 

Clarice Lispector – Água Viva – p.10

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Antes de mais nada, já quero deixar bem claro que este post é longo, e se você tem preguiça de ler, ou não estiver interessado(a), sugiro algo com mais contéudo, como esse blog aqui ó.

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Uma simples sms de uma amiga que a tempos não vejo, hoje cedo à caminho do trampo,  serviu pra ativar a alavanca do pensamento, me trasportando pra fatos nada recentes. Vou falar um pouco sobre uma amiga, a B. que morou muitos anos em São José dos Campos (onde eu a conheci), sempre indo e vindo, pois sua família é daqui de São Paulo.

Antes mesmo de eu cogitar vir morar na capital, a B. que nasceu em SP, me contava muitas e muitas histórias dos seus rolês e eu ficava super na vontade de conhecer vários lugares como ela. Na época eu devia ter uns 17 anos e ela 33. Divorciada, com duas filhas fofas. Lembro bem que ela sempre me contava de seus “amores breves de metrô” (esse nome eu peguei de uma comunidade do orkut, pos achei que se encaixava perfeitamente nesse assunto).  Era mais ou menos assim que acontecia, segundo ela:

Num dia comum, ela acordou, tomou banho, escovou os dentes, ‘engoliu’ um copo de leite com achocolatado na correria, bateu o cabelo e saiu em disparada pro trabalho. Chegando no metrô, comprou seu unitário, (até onde eu sei naquele tempo nem existia bilhete único) atravessou a catraca, num dia como qualquer outro, naquela rotina massante.
 Ela desceu as escadas, e esperando o metrô chegar, olhou algumas vezes em direção ao relógio e ao redor. Foi então que o bendito chegou. Sairam algumas pessoas, e então ela embarcou. Procurou um lugar pra sentar, e ali se acomodou.

B. gostava muito de ler e raramente andava sem um bom livro na bolsa. Só que esse dia foi uma exceção, ela tinha esquecido o livro na cabeceira da cama. Droga! E agora? Eram tantas estações que ela ia acabar dormindo. Então, ela sacou o espelhinho, seu gloss de cereja (ela era viciada nesse, juro) e começou a passar. Ela tinha a sensação de estar sendo constantemente observada. Guardou o espelho na bolsa e em segundos, de relance,  avistou uma pessoa lendo o mesmo livro que ela esquecera em casa. Ficou curiosa. Melhor dizendo: muito curiosa. Começou olhando a tal pessoa pelos pés. Era homem, usava tênis e jeans. Subiu o olhar e então pode ver melhor. Ele era branco, cabelos castanhos escuros e meio bagunçados, nem curto, nem comprido, usava óculos, mas quase nem dava pra perceber, pois a armação era bem discreta. Ele parecia estar resfriado, pois seu nariz estava um pouco irritado e mais vermelho que o resto da pele do rosto. Mas em SP, ela já estava mais do que acostumada a ver pessoas de todas as idades resfriadas, tossindo, espirrando. Nariz irritado sempre foi comum na região.

Foi então que ela se viu admirando uma pessoa “comum”. Sim, porque o cara nem tinha nada demais. Não era forte, e pelo tamanho e modo de dobrar as pernas não parecia muito alto…ostentava uma barba por fazer. Era só mais um…ou não?
Sem querer (querendo) o cara também olhou pra
B. .Ele ia espirrar, mas pelo jeito perdeu a vontade. É um saco quando alguém interrompe esse momento, a não ser que seu resfriado seja daqueles que duram dias e você não tenha o menor prazer em dar um espirro daqueles, bem alto.
Mas continuando: o cara cruzou olhar com B., a minha amiga. Ela tentou disfarçar, afinal, o que ela estaria olhando praquele fulaninho tão sem sal? Aí que tá. Ele pegou no ar,  e mantendo os olhos fixos no livro, conseguia ao mesmo tempo dar umas desviadas bem sutis na direção da B.
“Eu sabia que ele tava me olhando, disfarçadamente” (e ela não, né? rá!). E eles continuaram só no olhar, mesmo. Por muitas e muitas estações (de metrô, claro). Até que ele fechou o livro. Guardou-o na mochila, se levantou e após o ‘grito’ do metrô, desceu naquela estação…

B. ficou sentindo um vazio. O mais estranho é sentir um vazio quando se está dentro de um trem semi-lotado com pessoas se esbarrando e não respeitando as regras de esperar os passageiros descerem primeiro pra depois embarcarem. Ok, você e eu sabemos bem que uma coisa não tem nada a ver com a outra. Minha amiga me afirmou que aquele cara tinha algo diferente dos outros, que era enigmático, apesar de não ter nada de um galã hollywoodiano. Mas ela falava isso pelo menos uma vez por mês.

O que eu achava mais curioso é que ela sempre tinha esses amores breves. Nas duas primeiras vezes que me contou, B. entrou em mais detalhes, como por exemplo: ficava imaginando uma cena de filme, onde eles desceriam na mesma estação, o cara chegava nela depois de dias se olhando no metrô, pegava suas mãos, subia pelo braço até encontrar a nuca e lhe tascava um beijo cinematográfico ¬¬’. Depois, ele dava um sorriso meio tímido, e ia embora. Isso sem eles trocarem uma palavrinha se quer. (imagina a minha expressão ouvindo isso…)

Com o passar do tempo, e de vários amores de metrô, ela deve ter ficado meio sem-graça de comentar essas coisas comigo. Afinal, ela tinha 33 anos e eu 17. O mais normal é que fosse o contrário, né. Na real, sempre achei que a minha amiga era meio frustrada nesses assuntos, e como toda pisciana que se preze (se você não acredita em horóscopo e astrologia, com certeza ia passar a crer se conhecesse a B.) ela era sonhadora. Bem sonhadora mesmo. Mas fazia questão de não demonstrar isso, queria parecer forte, determinada (isso ela era mesmo) confiante, independente e super segura de si.

Realmente, ela era determinada principamente em parecer tudo isso…
(in)felizmente eu sabia que isso tudo não era verdade, e que no fundo daquela pessoa, que queria ser um exemplo de maturidade pras amigas mais novas, existía alguém que chorava decepcionada quando seus rolos não davam certo, esperava ansiosa por ligações e claaaaaaro, na hora da depressión reunía a meninada em casa, deitava no sofá assistindo comédias românticas, falando mal dos “caras” com uma panela de brigadeiro em mãos…pra tentar aliviar um pouco o que nem ela sabe explicar o que. Mas isso é segredo, ok
?

Depois de alguns anos de frustrações amorosas, sucesso profissional, eis que fico sabendo atualmente da B., do rumo que sua vida tomou. E sinceramente, posso escrever uma faixa assim: “Eu já sabia.” Não, não tenho nenhum parentesco com Nostradamus, mas é óbvio que a B. ía seguir o caminho que várias conhecidas, colegas e algumas amigas tem tomado. Ou vão tomar. Cheguei em mais um ponto, aqui vamos nós dividir os rumos que a B. poderia ter seguido: Ser “a mulher contemporânea” ou a conhecidíssima e já homenageada “Amélia”  (aquela que era mulher de verdaaaade). Fiquei aliviada em saber que depois de quebrar a cara mais algumas vezes, ela não se deixou influenciar totalmente pelos exemplares das revista Nova e Cláudia quando ía no salão. Bora continuar.

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No próximo capítulo, ok?

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Enquanto isso, assistam esse vídeo. É romântico, peculiar, mimimi.
Assiste que eu não vou ficar aqui enchendo a bola, sem saco pra isso hoje.

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[Youtube=http://www.youtube.com/watch?v=uy0HNWto0UY]

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L.

Damn! isso porque eu disse “sem mais por hoje…” Mas tudo bem, eu tinha que vir aqui compartilhar essa lindahomenági que fizeram para a maior banda de todos os tempos. Tá, eu não nasci, nem vivi naquela época, mas como boafilhadomeupai que sou, aprendi a gostar de boa música, apreciar e reconhecer que aquela mulherada insuportável histérica merece um desconto por ficar se descabelando cada vez que os caras entravam em cena. Inclusive, as apresentações no Madison Square Garden são tão, mas tão dignas que eu me arrepio como se  realmente tivesse presenciado, usado aqueles vestidos de lesie aos 17 anos de idade e ameçado cortar os pulsos caso o Paul arrumasse uma namorada, oficialmente. Isso vale também pras apresentações solo do John (com part. da Yoko) e Mc Cartney. Me desculpe Noel Gallagher, da “tradicional banda britânica Oasis” mas dizer que vocês são muito melhores que The Beatles foi de chutar o balde. Vocês podem até ser famosos, considerados e tocánarádio, mas cá entre nós, não chega nem ao dedinho magro e dançante do Ringo Starr. Tae, espero que gostem, eu achei a edição maneiríssima!

“I Am The Walrus”

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[Youtube=http://www.youtube.com/watch?v=hSLLxRmR3nY]

harrypotterposterintern

 

Podem me zoar à vontade, mas não vejo a hora de chegar dia 17! Aiai…não sou mais tãooo vidrada quanto antes, mas vai ser difícil deixar de gostar. Falta ler o último livro, que aliás já está chegando junto com a coleção completa pra mim (dá-lhe Submarino, tô esperando po*ra).  J.K Rowling consegue superar minhas espectativas à cada novo volume. O que eu achava ser só mais uma história boba de criança, me fez rever meus conceitos. Afinal, a história em si envolve sentimentos muito nobres, como a dor de perder alguém injustamente, sem aquela coisa super previsível de “e foram felizes para sempre.” É preciso muito luta, e nem sempre a sorte está do nosso lado. Nem sempre “o bem vai se dar bem.” O lado B tem sempre ótimas estratégias. É um tanto sanguinário, frio. Pode até envolver magia, e coisas que não vemos por aí, mas a questão é interpretar e se identificar nos fatos do nosso dia-a-dia. Mesmo sem varinhas, sem feitiços, infelizmente todos nós estamos sujeitos aos tais “dementadores” que nos infernizam e sugam nossa energia todos os dias. Só que eles aparecem em outro formato, humano mesmo…Pensa que não!

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posterharry2

 

Enfim, será que o Harry vai pegar a Gina Weasley? ahuiheuiaheaiuhaua…Pô, já deu pra perceber que em Hogwarts não rola muito preconceito quanto a faixa etária né não…?  Mesmo assim, corajoso o garoto, depois dela ter aberto a Câmara Secreta (mesmo que induzida) e causado todo aquele alvoroço coscamarada…Gina, prestenção minha filha! Ah, vou ter que caguetar: vai rolar vários pega-aqui-pega-acolá. Mas finjam que nem sabem, como eu. Se for assistir logo na estréia, te vejo lá, cheia de curiosidade de ver a cara dos novos personagens etc, etc. O mais legal é que sempre estréia em Julho, o mês em que eu sopro mais uma velinha no meu bolo…Que presentão hein, titiu! hahahaha, oba! =o)

Sem mais por hoje,

 

L.

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.(Clique com cuidado).

[Youtube=http://www.youtube.com/watch?v=YaauxcN-UrU]

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Não sei se fui clara…mas esses sons deixam um grande rastro nos meus dias. Aliás, será que um dia eu vou prestigiar assim, ao vivão? hahaha… Ganha um doce quem adivinhar qual é o clássico que começa no fim desse vídeo. Adooooooro! Tá mamão com açúcar, hein. E que venha o fds…


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KLONESTYLE diz:
Olá

*.Lucy in the sky with diamonds.* diz:
Oláa

KLONESTYLE diz:
muito obrigado pelo seu coment devido ao trabalho lá

KLONESTYLE diz:
valeu mesmo, de coração

*.Lucy in the sky with diamonds.* diz:
qual?

*.Lucy in the sky with diamonds.* diz:
to meio perdida agora..ahhaha

KLONESTYLE diz:
hehehehe

KLONESTYLE diz:
eu usei um som seu pra fazer um trabalho audiovisual com meus alunos.

*.Lucy in the sky with diamonds.* diz:
sério?

KLONESTYLE diz:
dai você comentou no blog

*.Lucy in the sky with diamonds.* diz:
aaaaaaaahhhhh

*.Lucy in the sky with diamonds.* diz:
achei seu blog pelo google a umas semanas atrás. fui fuçar lá com meu
“nome” e apareceu numa tag…  fiquei curiosa e me surpreendi!

KLONESTYLE diz:
Hahaha…Quando atualizar me diz que eu curti demais os trampos

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Post do dia 04/04/2009 aqui. Quanta coisa o google “sabe” da gente…
Faz um teste aí pra ver, e depois me diz.

Eu achei que poucas coisas me emocionariam ultimamente, talvez porque o novo nem sempre surpreende e o velho me cansou. Mas nesse caso, todo o meu respeito.  É como constumo nomear, só pra mim mesma: “Clássicos feitos de clássicos…” Sérião,  apesar de tudo, muitas vezes eu ainda me questiono sobre a arte de samplear. De reciclar a música, dar vida nova. Não dá pra achar que isso é comum, e banalizar. Porque é lindo. Na real, nem sei onde tô querendo chegar escrevendo isso mas…sente aí: (53 seg.)

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[Youtube=http://www.youtube.com/watch?v=klyea0oYYrE]

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[Youtube=http://www.youtube.com/watch?v=6u1NKH_LelU]

(Será que alguém entendeu?)

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Tô trampando moooouuuito e sem tempo pra postar. Quer dizer, eu podia escrever mais por aqui, porque quando eu quero, arrumo tempo sei lá de onde pra fazer o que tenho muita vontade…Enfim, tô cheia de sons incríveis e a semanas não abro nem o Sound Forge pra arriscar uns recortezinhos. Nem posso reclamar, porque é até pecado ahahiheuhiua…. Logo mais eu volto pro blog, myspace e msn, isso se meus dedos não congelarem antes.

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L.

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