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sf (nosto+algo4+ia1) Doença ou tristeza profunda, causada pelas saudades da pátria.

Ok, ok, esqueça toda essa parte de tristeza que o Aurélio nos descreveu. Não é a isso que me refiro, ainda mais nesse momento. Me refiro a uma certa saudade, e a como algumas coisas que podem te parecer tão comuns mexem com os sentidos de outras pessoas.

É quando a gente sente um cheiro de bolo de fubá que acabou de sair do forno e lembra da casa da avó. Desse mesmo aroma, os pensamentos e recordações invadem nossa mente e nos leva a infância. Daí, você se lembra de como era brincar na rua, de como foi aprender a andar de bicicleta, de assistir ao programa da Mara Maravilha, e no meu caso, todas as tardes, na década de 80, chegar correndo do ‘prézinho’ , tirar o all star vermelho, dar uma leve sacudida naquele shortinho balonê salpicado de areia que me apertavam as coxas literalmente obesas, abrir um pacote de Passatempo, me estirar no sofá marrom de corvin e me deliciar assistindo Muppet Babies. Ter minha imaginação totalmente estimulada desejando saber COMO ERA A BENDITA BABÁ, cansada de ver somente suas meias listradas de verde e branco.  Ficar p*** da vida quando o epidósio da Caverna do Dragão acabava cheio de enigmas, ansiosa pro amanhã. Mas você, assim como eu nem se quer imaginava que sua sede do amanhã seria suprida tão rápido… nem que hoje sentiria saudades de tudo que viveu naquela época, da falta de responsabilidades, da escola, do seu lanche preferido da cantina da tia Vera…ou no seu caso, tia seiláoque.

E quando você leu pela primeira vez? Acho absurdo que alguém se esqueça de um fato tão importante! Me lembro muito bem. Tinha 4 anos e meio, e a primeira palavra foi “Vitaminado” numa embalagem de biscoitos. Depois foi “Tônico.” E depois, pra desespero da minha mãe, todas as placas de ruas, avenidas, letreiros, camisetas e anúncios que via pela frente…

Sempre quis ter irmãos. Mas sempre preenchi essa ausência chamando os lil’ trutas pra colar em casa. Lanchinho Especial da Dona Maria (minha mãe, e nunca a chame de “dona”, pois ela odeia. Só eu chamo assim, pra aloprar mesmo) quando tinha trabalho da escola em casa, e na sequência se matar de tanto jogar video-game. Sempre fui viciadíssima, e modéstia à parte não tinhapáninguém. Era Super Mário World, Donkey Kong, Bomber Man, Need for Speed…meu melhor presente de aniversário? SEMPRE video-game, sem sombra de dúvidas! Pra se ter uma noção, meu primeiro eu ganhei antes mesmo de nascer…ahahauiha, pois é! É um Atári (que tenho até hoje, aliás) que meu pai comprou quando Dona Maria estava grávida de 5 meses. Ele nem sabía o sexo “do bebê”, mas já dizia que seria santista rooooooooxo (sorry Dad!), e ensinaria o  “filhão” a jogar Pac Man e aqueles zuperezquizitos como Kung Fu e o cláaassico “Enduro”, de corrida.

E quando a gente saía pra passear de bike então? Era uma festa dominical! Talvez o “papai Maurício” realmente tivesse  mais talento pra lidar com um filhão. Quando eu tinha 8 meses e arriscava meus primeiros passos, ele fez o favor de me derrubar no chão do quintal da casinha de aluguel que morávamos e adivinha o que aconteceu? Eu, Lil’ Lucy fiquei morreeeeendo de medo e simplesmente travei. Não queria mais andar…O chão acimentado era vilão, bobo, feio! Hunf! Mas tudo bem. Foi só um susto de criança! Não tenho do que reclamar. Sempre tive tudo que quis (até onde podia) e a “pequena grande família” sempre foi tudo pra mim.

Ficava na casa da vovó enquanto meus pais trabalhavam. Minha mãe: numa maternidade e meu pai numa empresa de turismo (a mesma que eu uso até hoje pra ir visitá-los em São José dos Campos e voltar pra SP…). Mas nem sempre foi assim. Segundo eles mesmos, se conheceram e se “paqueraram” em seus antigos trampos: Tecelagem Parahyba. Minha mãe então fiadora de lã e meu papi tecelão. E era na hora do rango, quando eles se sentavam próximos aos trilhos do trem, rolava a famosa marrrrrrmiiiita esquentada em banho-maria…  meu pai ficava de papinho pra cima dela. Ora ora hein! hauahuiahauiahau…e por aí vai…

Me lembro muito bem de quando eu tive um soluço que não parava por nada e meu avô me disse: “Come jiló que ele passa…” Foi um dos meus primeiros momentos de revolta infantil. Mas eu era esperta. Sim, e muito! Ele pensou que ía me enganar e me ver torcendo o nariz ao sentir aquele gosto horrível… Mas eu, Lil’ queria mais que uma sugestão, queria provas! E pro meu alívio me recusei. Mesmo assim ele riu da situação, orgulhoso e bobão de ver que a netinha era esperta, mesmo desesperada! hahahaha…

Pensamentos vagos que vão tomando forma aqui dentro. Como quando o artesão faz um vaso. No começo é estranho, meio torto, mas depois ele vai tomando seu formato. E nenhum fica igual… Com as pessoas deve ser assim também. Cada um leva consigo uma bagagem especial e é uma pena que tantos e tantas se esqueçam ou que tentem apagar fatos tão importantes em sua formação… cada um à sua maneira, sempre.

O mais engraçado era que eu só ia falar de como foi bom baixar os emuladores de Playstation e Snes pros meus pc’s e os joguinhos magavilhosos. E agora, saca o tamanho e a proporção que o meu post foi tomando! Mas mesmo assim eu consegui abordar o que queria, que é essa coisa de uma lembrança, ou um simples prazer nos transportar pra anos e até décadas atrás! Bom…pra terminar, eu, que já tive Snes, Playstation, N64, Dream Cast, debulhadora nata de Resident’s Evil, Metal Gear, Rpg’s, e tudo que é joguinho mais precário que se possa imaginar, quero compartilhar esses Print Screens que tirei hoje, durante a sessão Nostalgia em casa com ‘quem possa interessar’ ou somente se identificar com algumas coisas que eu escrevi. Então, lá vaaaaaai:

 

imagemAladdin (a fase “7” é sem dúvida a mais difícil, passar  com o tapete pela onda de fogo que te persegue…é osso queridão! mas os chefes são bico!)

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A fase do parque, CLASSIC! Um dos melhores jogos de todos os tempos: DONKEY KONG COUNTRY. Esse é o viciante volume 2, onde você controla Diddy Kong, o macaquinho de boné vermelho, e Dixie Kong, a guria de boina rosa. Vocês devem salvar o tiozão Donkey Kong das garras do terrível capitão Kaptain K. Rool. Bom demáaas! E cheio de segredos, hoho…

 

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Olha os dois em ação. O segredo é sempre seguir os rastros de banana, ok? hauiahuia, Se liga na seta bombando. Ali embaixo esse peixe..essa piranha maldita que adora f**** com o a sua vida no jogo. Mas tudo bem, você é feraaaa e tira ela de letra, mesmo nessa fase em que a maré sobe SUPER rápido e você deve se pendurar em ganchos e utilizar  todo o sistema de barris, marca registrada da série criada em 1994 para o Snes, pela Rareware (inclusive foi e é um sucesso estrondoso, o primeiro jogo a apresentar uma qualidade assim pra um console de apenas 16 bits…).

Bom, é isso aí, sumemo, é nóiz, valeu, tô com sono e vou dormir!

 Sem mais delongas,

 

L.

 

P.S: Passatempo recheada, All Star vermelho, Snoopy, cair de bicicleta, jogar “taco” na rua, lancheira, bisnaguinha, ioiô’s da Coca-Cola, Tandy Tutti-Fruti (O melhor creme dental), Pirocóptero, Hora do recreio, Zé Gotinha, Pogobol, Pica-Pau, Chaves e Chapolin, Trem da Alegria, Ursinhos Fofy’s (R.I.P), Johnson’s Baby Shampoooo, uáaaa! Etc, etc…     (;

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